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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Mandela se recupera bem

Mandela, de 92 anos de idade, foi autorizado a regressar à casa após dois dias e passados no Hospital Milpark de Joanesburgo, onde ele foi tratado por uma infeção respiratória aguda.
Cidade de Cabo - O ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, que deixou o hospital na última sexta-feira, está a se recuperar bem e « tem bom humor », anunciou a Presidência.
« O Governo vai assegurar-se de que o público seja informado sobre os progressos do estado de saúde de Mandela », indicou a Presidência.
Um bloqueio de informações sobre o estado de saúde de Mandela suscitou pressões da imprensa e originou rumores sobre a sua morte.
As preocupações sobre a saúde de Mandela aumentaram principalmente depois de parecer que ele tinha sido evacuado via aérea da Cidade de Cabo, onde estava de férias, e transferido para o hospital por uma ambulância militar.
Segundo informações não confirmadas, Mandela sofreria dum colapso pulmonar.
O cirurgião das Forças Armadas, o general Vejaynand Ramlakan, declarou domingo que Mandela reagia muito bem aos medicamentos e ao tratamento e continuaria a ser estritamente acompanhado 24 por 24 horas por uma equipa de especialistas.
Milhões de Sul-Africanos rezaram domingo pela saúde de Mandela durante serviços religiosos organizados em todo o país.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Obama visita o Brasil em março

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarcará em março deste ano em Brasília, de acordo com anunciou feito nesta terça-feira, 25 de janeiro, durante o discurso de Obama no Estado da União. A visita do presidente norte-americano ao Brasil foi acertada entre os dois governos e está prevista para ocorrer na segunda quinzena de março.
Este deveria ser o período em que Dilma visitaria os Estados Unidos a convite de Obama. Mas, agora, com a decisão em relação à primeira visita presidente norte-americano ao País, a ida de Dilma foi adiada.
Esta primeira viagem de Obama à América do Sul, desde que assumiu o governo americano, inclui ainda Chile e El Salvador. Tem como objetivo "forjar novas alianças para o progresso nas Américas", segundo discurso.
O governo dos Estados Unidos espera ampliar as convergências de pensamento entre os Estados Unidos e o Brasil. Os diplomatas se animaram, particularmente, depois das primeiras declarações de Dilma discordando da posição do governo Lula na área de direitos humanos, que se absteve quando a ONU questionou o Irã por violações nessa área. Os norte-americanos entenderam que isso poderia sinalizar o afastamento das relações mantidas pelo seu antecessor, com Teerã.
O porta voz do Conselho de Segurança Nacional, Mike Hammer, relatou que na visita os governantes irão discutir sobre as áreas de interesse que incluem energia limpa, crescimento global, reconstrução, assistência ao Haiti, esforços de desenvolvimento colaborativo e outras questões de importância global.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Luiza Bairros ministra gaúcha da Secretaria de Igualdade Racial - SEPPIR


A presidente eleita, Dilma Rousseff, chamou a socióloga Luiza Bairros para assumir a Secretaria de Igualdade Racial. Ela aceitou o convite, mas ficou de costurar apoio de movimentos sociais ao seu nome para que seja confirmada no cargo.
Atual secretária de Igualdade Racial da Bahia, onde construiu sua militância, a gaúcha Luiza Bairros é considerada uma das principais lideranças no combate à discriminação racial.
O perfil da ministeriável, que é ligada ao PT, cumpre as exigências de Dilma para o posto: ser mulher e negra. A escolha de seu nome acabou derrubando uma outra indicação do PT para o cargo: o deputado Vicentinho (SP).
Dilma a conheceu quando era ministra. Segundo fontes do governo de transição, ela se encantou com a desenvoltura da socióloga.
Bairros, que deverá assumir um lugar no primeiro escalão na cota pessoal de Dilma, recebeu, ainda, a bênção do governador Jaques Wagner (PT-BA), um de seus principais aliados e conselheiros.
Apesar da escolha, a presidente eleita tem um problema para fechar, como planejava, o time de quatro mulheres em diferentes secretarias.
O imprevisto foi provocado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Espírito Santo, que rejeitou anteontem a prestação de contas da deputada Iriny Lopes, cotada para a secretaria das Mulheres.
O tribunal apontou irregularidades nas notas fiscais de gastos com combustível feitos pela deputada, que diz ter havido falha do posto de gasolina. Dilma decidirá sobre seu nome nos próximos dias.
Ao lado da nomeação de Ideli Salvatti (PT-SC) para Pesca e de Maria do Rosário (PT-RS) para os Direitos Humanos, Iriny e Bairros fechariam a cota de mulheres.

Quem é Luiza Bairros?
Luiza Bairros
Século:XX
Estado: RS
Etnia/cor: Negra
Atividade: Ativista política e dos movimentos sociais

Descrição: Luiza Helena de Bairros nasceu a 27 de março de 1953 em Porto Alegre (RS). Filha do militar Carlos Silveira de Bairros e da dona de casa Celina Maria de Bairros. Sempre foi estimulada pelos pais quanto a sua formação. Não causou estranheza a seus familiares quando começou a envolver-se com as questões raciais, pois no período de colégio sempre fazia parte de grêmios e na universidade pertencia a diretórios acadêmicos, demonstrando um forte interesse pela militância estudantil. E foi na universidade, a partir de um amigo participante do diretório acadêmico, que teve seu primeiro contato com informações sobre os movimentos sociais americanos e ao conhecer o material dos Panteras Negras, ficou ainda mais entusiasmada com o caminho que estava traçando para sua luta política.

domingo, 3 de outubro de 2010

Senador mais votado no RS, Paim foi o primeiro a agitar a militância no comitê | Eleições - 2010

 Candidato ao Senado mais votado no Rio Grande do Sul, o petista Paulo Paim foi o primeiro a agitar a militância que aguardava, no comitê da Unidade Popular pelo Rio Grande, na Rua Barros Cassal, a chegada de Tarso Genro (PT).

Paim chegou próximo das 20h, pouco antes do futuro governador e foi saudado como "senador do povo". Ele atribuiu o resultado da votação a sua atuação parlamentar e disse que vai continuar lutando pelos direitos sociais, pelos interesses do Rio Grande e pelos aposentados.

— Fiz muito. Vou fazer ainda mais — declarou Paim.

Ele afirmou que pretende acabar com o voto secreto dentro do Congresso Nacional e terminar com o fator previdenciário. Sobre sua vitória, confessou que esperava ficar em primeiro lugar:

— Sempre acreditei que o que eu sentia nas ruas seria refletido nas urnas.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fogaça prevê politicas públicas para negros no RS

O pré-candidato do PMDB ao Palácio Piratini, José Fogaça, disse na Convenção Estadual do Movimento Negro do PMDB/RS nesta semana, que seu plano de governo deve contemplar a criação do Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro. "Será um órgão responsável pela aplicação, execução e produção de políticas públicas específicas para tratar de saúde e combate ao racismo. O movimento negro precisa de uma visão regional", avaliou Fogaça.
Porto Alegre já contempla um espaço para a criação do novo gabinete, coordenado por Clóvis André Silva da Silva, e por meio de projeto de lei, e seu papel transversal dentro da administração,  tem a função de estar presente em todas as secretarias municipais e nas ações empreendidas pela prefeitura, orientando as políticas públicas voltadas à população negra. “A cidade não seria a Porto Alegre que é se nela não estivesse tão fortemente presente a cultura negra. É parte indissociável do caráter e da vida da nossa cidade”, afirmou o ex-prefeito. 
Que está promessa seja cumprida, no caso do pré-candidato se eleger ,e mais do que isto, que haja desenvolvimento de projetos para combater também o racismo dentro do poder público, como por exemplo a criação de   um Conselho Estadual dos Direitos do Povo Negro. Esta ação será um divisor de águas dentro da política riograndense.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Qual é o papel do negro no Brasil?


Historicamente o negro sempre foi motivo de discussões no Brasil. Do seu uso como objeto de trabalho, de sua invisibilidade social a sua luta por inclusão. Vários são os temas que freqüentam os debates, mas, de uma maneira geral, as diretrizes não são traçadas pelos negros.
Desde o inicio, ainda no século XVI, a incorporação do negro ao Brasil foi balizada pela elite, este mesmo grupo para camuflar a dominação e exploração econômica, criou instrumentos de coerção intelectual que justificavam a idéia da superioridade branca. Com o passar do tempo esta dominação se incorporou aos conceitos sócio-culturais brasileiros e acabou tornando-se parte da superestrutura do Estado. Na colonização portuguesa no Brasil, os negros encontravam uma estrutura produtiva montada, onde eram dominados e usados como máquinas na fabricação de capital. A dominação nesse período se dava a partir da força, da repressão física na escravidão, na qual os negros eram submetidos a castigos quando não correspondiam aos interesses dos brancos. Assim, neste período, ficava estabelecido o modelo de relacionamento social que marcaria a história de negros e brancos no Brasil. Mas que modelo é esse? É um modelo fundamentado na relação econômica, onde o negro é explorado e o branco está no comando.
E hoje no século XXI, o que temos para dizer? Observamos uma ideologia da democracia racial, mecanismo que gera a falsa idéia de que no Brasil os segmentos étnicos convivem em perfeita harmonia. Mas na verdade, este sistema de idéias cria uma espécie de posição étnico-social, que passou a funcionar de duas maneiras, primeiro tira dos negros a ânsia de conquistarem visibilidade social, pois para o sistema eles já estão inclusos, basta aos excluídos que se incluam ao modelo capitalista. E esta idéia cria no inconsciente coletivo dos negros a rejeição por suas origens, já que elas representavam humilhação. Assim quanto mais próximos dos brancos, nas roupas ou mesmo na aparência, melhor. Isto da à elite branca o comando da sociedade brasileira, que é justificado não só pelo poder econômico, mas também por ser o modelo para todos aqueles que desejam alcançar o topo da pirâmide social.
Por isso da importância de existirem grupos de resistência étnico-racial, que possam lutar na valorização de seu povo e por seu espaço na sociedade. No âmbito da política ainda é ínfimo o número de governantes que abracem a causa do negro. A partir da constituição de leis o negro brasileiro começa a sair da passividade e tomar a frente nas decisões do país, porém ainda falta muito para vencer o preconceito velado que permeia no sistema brasileiro.
Na luta!

terça-feira, 6 de abril de 2010

O Brasil procura o seu "Obama"


Será que o Brasil está preparado para eleger um presidente negro como fez os Estados Unidos? 2010 é ano de eleições e infelizmente temos uma resistência forte da sociedade brasileira que não está preparada para a inclusão do povo negro. Isso se deve aos 400 anos de escravidão e posteriormente a ausência de medidas na promoção da igualdade e oportunidade. Sem dúvida o candidato negro que se colocar a frente desta árdua disputa, vai enfrentar extrema resistência por parte da sociedade.
O principal problema é que a maioria dos indivíduos não está instruída sobre política. Essa iniciação deve ocorrer na educação base, para que desde cedo as pessoas possam desenvolver uma consciência política crítica. Estamos ainda engatinhando para uma maturidade política e, é papel de todos nós apostarmos no processo educacional, como forma de conscientização dos direitos ainda não colocados à disposição da cidadania.
Nos Estados Unidos, apesar das pesquisas apontarem a vitória de Barack Obama para presidente, ela não parecia possível e surpreendeu a sociedade internacional. Na realidade, esta vitória teve alguns aspectos novos. Parece ter sido a primeira vez que várias gerações se uniram para votar. As pesquisas revelaram que os eleitores de Obama eram pessoas de 18 a 20 anos, adultos engajados em transformar a realidade norte-americana. Além disso, o tema racial que, evidentemente, não podia estar ausente da campanha, não foi o tema dominante. Obama mostrou ser o candidato de brancos e negros e não adiantou a tentativa racista do seu adversário de fazer um discurso tradicional do branco mais experiente.
A exaltação que levou os americanos a elegerem um presidente negro, é reflexo de uma consciência favorável a melhoria de vida do coletivo. A história prova que nada é imutável quando há uma opinião em prol de um bem comum. O povo afro-brasileiro deve se unir para combater a desigualdade social e mostrar a força no voto e preparar legisladores negros capazes de criar leis que possibilitem políticas de inclusão nas áreas de: educação, educação e educação. Só assim teremos oportunidade de maior participação na sociedade.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Gafe não, ignorância!

O ex-presidente George Bush foi ao Haiti com o ex-presidente Clinton. E lá, uma câmera flagrou um gesto lamentável de Bush que limpou a mão na camisa de Clinton depois de pegar na mão de um haitiano (negro). Brincadeira... nem de mal gosto!
Os dois ex-presidentes foram designados pelo presidente Barack Obama para arrecadar verbas para a reconstrução do Haiti, devastado por um terremoto em janeiro.
É triste saber que Bush já foi presidente de uma das maiores potências do mundo. Esse foi só um dos muitos foras cometidos por ele. Se não bastasse as frases infelizes ditas por ele que já causaram vexame, agora essa atitude racista . Em outra oportunidade em conversa com o então presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso ele perguntou - "Vocês também têm negros?".  Que absurdo, tamanha ignorância!
Causa expanto saber que em pleno século XXI ainda nos deparamos com essas cenas. Como se não fosse suficiente o sofrimento vivido em razão da catástrofe que os haitianos passaram, ainda  precisava mais isso!
O mínimo que se esperava do ex-presidente era um pouco de solidariedade e esperança para aquele povo. Povo que tem os mesmos valores  e direitos que qualquer outro e merece ser respeitado.
Vamos em frente!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dia Internacional contra a Discriminação Racial

A capital gaúcha celebrou o dia contra a discriminação racial, data instituída pela ONU devido ao Massacre de Sharpeville na África no dia 21 de março de 1960. Duas ações foram promovidas pela prefeitura, a primeira foi o encaminhamento a Câmara de Vereadores de um projeto que tem o objetivo de criar o Conselho Municipal dos Direitos do Povo Negro e a instituição de um GT para o povo negro. Os projetos visam criar mecanismos para evitar o preconceito e a discriminação racial  e o rascismo na sociedade.
O GT vai trabalhar para institucionalizar ações implementadas pelo Gabinete de Políticas Públicas do Povo Negro. Com estes projetos a capital vai contar a partir de agora não só com seminários que já eram realizados na comemoração desta data mas, também a participação efetiva de movimentos sociais que trabalharão em conjunto com o poder público. Esta data é importante para marcar a luta do povo negro e serve como momento de reflexaão para a sociedade.