segunda-feira, 18 de novembro de 2013

De volta......


Inquieta, curiosa e sedenta por informação
Olá,

Todos os dias nascem milhares de negros e negras neste país. Negros de todos os tons. Nascem exatamente como os outros brasileiros: com direito à vida e a dignidade. Como todas as crianças, aprenderão a andar; falar, brincar e sonhar... Crescerão com suas famílias, irão à escola, e perseguirão seus objetivos. Estamos por toda parte. Nas ruas, nos escritórios, nos shoppings, restaurantes...
Nadando contra a corrente, vamos aos poucos conquistando espaço e respeito. Dizem até que a moda hoje é ser black. Pois eu acho que o negro sempre esteve na moda. Afinal, como diz Carlinhos Brown, somos fortes, bonitos, poderosos.
O blog "Negro na Mída RS" toda semana vai falar sobre assuntos polêmicos e vai discutir sobre nossa identidade, resgatar nossa herança cultural e mostrar que a negritude é alegre, rica e vencedora. Estaremos atentos para lutar contra o preconceito, mas, acima de tudo queremos afirmar nossas qualidades.

É com imensa alegria que retorno a este blog que é um canal de comunicação da mídia negra. E a partir de agora estaremos publicando tudo o que acontece do Rio Grande do Sul e no Brasil sobre o povo negro.
Na luta!

Boa leitura!

Priscila Bittencourte - Jornalista

quinta-feira, 15 de março de 2012

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Bp Renato Cardoso: Tarde demais

Bp Renato Cardoso: Tarde demais: Sempre é a hora certa de fazer a coisa certa. – Martin Luther King, Jr Nos deparamos agora com o fato, meus amigos, de que o amanhã est...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

PROGRAMAÇÃO DA XIV Semana Porto-Alegrense de Capoeira Angola - Grupo Mocambo

 DE 19 A 22 DE OUTUBRO DE 2011
 - Ginásio Tesourinha


Tema central: Que Capoeira temos? Que Capoeira queremos?

4ª feira - 19/10/2011 - Afoxé com Ratinho e Baptista - 18h as 20h.

- Roda de Capoeira Angola - 20h as 22h.

- Reflexão - A construção do saber na roda.

5ª feira - 20/10/2011 - Maculelê, Jongo, roda de Capoeira- 18h as 22h.


- Reflexão - Respeito, exemplo na construção das relaçõe sociais.

6ª feira - 21/10/2011 - Teatralidade na roda de Capoeira - 18h as 22h.

- Reflexão - Musicalidade, ritual e procedimentos.

Sábado - 22/10/2011 - Roda de Capoeira Angola e reflexão sobre os "encontros e desencontros das matrizes formadoras do povo brasileiro" (documentário de Darcy Ribeiro) - 15h as 18h.


Endereço: Ginásio Tesourinha


Av. Érico Veríssimo s/nº – Cidade Baixa

Fones: 3289-8303 ou 3228-1410

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A influência das línguas africanas no português do Brasil

A língua de um povo é o reflexo dele mesmo, mas vertido em sons e palavras. Através dela nos expressamos e manifestamos nossa própria existência. E a nossa língua portuguesa é resultado de muitas e diversas existências, dentre elas, a do negro africano. Ainda que uma existência difícil – esta que veio carregada pelos braços hostis da escravidão –, é rica e forte, poderosa de incutir na cultura do colonizador, dar-se com ela e sintetizar o que hoje conhecemos como genuinamente brasileiro.

Tão corriqueiro, mas um verdadeiro pilar da nossa identidade, a língua e seus contornos nos passam despercebidos e sua importância pode equivocadamente parecer pouca. Merecem então um olhar mais atento as raízes da nossa língua.

Detivemo-nos às africanas, partindo da sua origem até suas aplicações, ressaltando palavras que delas herdamos e observando as peculiaridades de sua construção.

Tanta riqueza não deve manter-se escondida, é preciso tê-la sabida e passá-la o prestígio que merece.
Abaixo algumas palavras muito conhecidas do nosso vocabulário:

Palavras de origem banta:



BAGUNÇA – desordem, confusa, baderna, remexido.

BANZÉ – confusão, barulho.

BATUCAR – repetir a mesma coisa insistentemente.

BELELÉU – morrer, sumir, desaparecer.

BERIMBAU – arco-musical, instrumento indispensável na capoeira.

BIBOCA – casa, lugar sujo.

BUNDA – nádegas, traseiro.

CACHAÇA – aguardente que se obtém mediante a fermentação e destilação do mel ou barras do melaço.

CACHIMBO – pipo de fumar.

CAÇULA – o mais novo dos filhos ou irmãos.

CAFOFO – quarto, recanto privado, lugar reservado com coisas velhas e usadas.

CAFUNÉ – ato de coçar, de leve, a cabeça de alguém, dando estalidos com as unhas para provocar o sono.

CALANGO – lagarto maior que lagartixa.

CAMUNDONGO – ratinho caseiro.

CANDOMBLÉ – local de adoração e de práticas religiosas afro-brasileiras da Bahia.

CANGA – tecido utilizado como saída-de-praia.

CANGAÇO – o gênero de vida do cangaceiro.

CAPANGA – guarda-costas, jagunço.

CAPENGA – manco, coxo.

CARIMBO – selo, sinete, sinal público com que se autenticam os documentos.

CATINGA – cheiro fétido e desagradável do corpo humano, certos animais e comidas deterioradas.

CHIMPANZÉ – espécie muito conhecida de macaco.

COCHILAR (a ortografia correta deveria ser coxilar) – dormir levemente.

DENDÊ – palmeira ou fruto da palmeira.

DENGUE – choradeira, birra de criança, manha.

FUNGAR – aspirar fortemente com ruído.

FUZUÊ – algazarra, barulho, confusão.

GANGORRA – balanço de crianças, formado por uma tábua pendurada em duas cordas.

JILÓ – fruto do jiloeiro, de sabor amargo.

MANDINGA – bruxaria, ardil, mau-olhado.

MARIMBONDO – vespa.

MAXIXE - fruto do maxixeiro.

MINHOCA – verme anelídeo.

MOLEQUE – menino, garoto, rapaz.

MOQUECA – guisado de peixe ou de mariscos, podendo também ser feito de galinha, carne, ovos etc.

MUCAMA – criada, escrava de estimação, que ajudava nos serviços domésticos e acompanhava sua senhora à rua, em passeios.

QUIABO – fruto do quiabeiro.

QUILOMBO – povoação de escravos fugidos.

SENZALA – alojamentos que eram destinados aos escravos no Brasil.

SUNGA – calção de criança.

TANGA – tapa-sexo.

TITICA – fezes, coisa sem valor, excremento de aves.

ZABUMBA – bombo.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ciência sem Fronteira Plural

 Zumbi está à frente do movimento nacional “Ciência sem Fronteira Plural”, que desde o dia 15 de agosto iniciou a coleta de assinaturas a fim de garantir a participação dos negros nas 100 mil bolsas de graduação, mestrado, doutorado e pós doutorado no exterior. As bolsas fazem parte do “Programa Ciência Sem Fronteira”, do Ministério da Ciência e Tecnologia. A iniciativa nasceu do apelo do reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente. Ele fez questão de ressaltar a importância da inclusão do negro a distribuição das bolsas. “É importante que o recorte do negro seja incluído nessa iniciativa do Governo Federal. É uma oportunidade única, que não podemos e não iremos perder”, afirmou José Vicente. Participe você também

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Brilho negro

Novos produtos de maquiagem favorecem quem tem pele negra. Confira dicas para aproveitar os tons
Quem tem a pele negra conta hoje com uma enorme oferta de produtos específicos para se maquiar, que vão desde bases a pós compactos feitos para diversos tipos de tonalidades de pele. Mas não é só sair se pintando: o tom da pele exige alguns cuidados e também traz algumas vantagens sobre outros tons de pele. O maior desafio, a princípio, é encontrar o tom de base ideal para a sua pele.
“A preparação da pele é essencial para uniformizar a tonalidade do rosto. O cuidado com a pigmentação é fundamental para não deixar o rosto acinzentado. Se o tom for mais claro que a pele, pode acontecer esse efeito”, explica Natália Antunes, maquiadora oficial da Lumi Cosméticos. “Teste as cores no rosto e visivelmente perceberá qual o tom que te favorece”, ensina Natália.
Passada essa etapa, chega a hora de escolher o blush ideal. “As pigmentações avermelhadas, vinho ou rosa escuro são perfeitas. Evite tons como marrons opacos e mate, tanto nas sombras como no blush. Arrisco dizer para evitá-los inclusive nos batons”, diz Natália.
Na hora de escolher as sombras, há dois caminhos: as peles mais escuras podem recorrer a cores quentes como vermelhos, laranja, cobre, dourado, bronze e amarelo; já as mais claras combinam com tons frios como azul, prata, roxo, lilás e verde. Na hora de escolher o batom, prefira um tom que não “brigue” com a sombra escolhida. As dicas são tons de vermelho fechado (como bordô), alaranjado e nude (um bege, ou um rosa pálido). Como pede a etiqueta, prefira tons mais claros para o dia e cores mais fortes para a noite.
A pele escura também tem outro cuidado todo especial: é mais oleosa que a pele clara.
“É fundamental usar produtos que regulem a oleosidade da pele e optar por bases livres de óleo. Limpar, tonificar e hidratar são passos indispensáveis a qualquer tipo de pele. Procure utilizar base cremosa com adição de silicone e pós compactos com textura micronizada, para deixar o acabamento da pele bem aveludado”, explica Natália.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Negra, Miss Universo 2011 diz que racismo não a atinge

Persistência, dedicação e determinação são as três palavrinhas mágicas para a angolana Leila Lopes. Aos 25 anos, a Miss Universo 2011 levou o título e mostrou que acreditou muito que poderia, sim, ser eleita a mulher mais bela do mundo.
Diante de jornalistas de várias nacionalidades, ela entrou no palco do Credicard Hall pra lá de sorridente, distribuiu simpatia e espantou qualquer tipo de preconceito.
“Agradeço muito aos meus amigos, que sempre me disseram que eu tinha tudo para ser a Miss Universo. Eles dizem que meu sorriso contagia as pessoas. Acho que consegui transparecer essa minha alegria”, contou. Revelando que sempre foi uma pessoa tímida (“acho que não dá para perceber quando estou no palco e falando”), Leila disse que tinha medo até de falar com as pessoas, as misses que disputavam a faixa de mais bela com ela. “Mas quando as pessoas disseram que eu podia mesmo ser Miss Universo, eu acreditei! Apenas acreditei nisso”, comentou ela, sorrindo e um tanto emocionada.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mart’nália faz show em Porto Alegre dia 18 de agosto

Filha de Martinho da Vila lançará no Opinião o CD e DVD “África ao Vivo”


Mart’nália faz show em Porto Alegre dia 18 de agosto
A cantora Mart’nália é uma das atrações do mês de agosto em Porto Alegre. A artista, filha de Martinho da Vila, desembarca na capital gaúcha para lançar o CD e DVD Mart’nália em África ao Vivo. Como o nome sugere, o registro foi gravado em território africano. O show será realizado dia 18 de agosto, a partir das 23h, no Opinião (José do Patrocínio, 834), em Porto Alegre.
A África não é novidade para Mart’nália. Desde pequena ela acompanha o pai aos shows que ele fazia por lá durante o período colonial. Chegaram a cantar em plena guerra, coisa que só artistas comprometidos com o continente seriam capazes de fazer. É por isso que Martinho da Vila é uma lenda na áfrica, conhecido e respeitado por todos. A partir de agora, com esse projeto, Mart’nália segue os mesmos passos, sob olhar atento e orgulhoso do pai.
Segundo uma declaração de Martinho para o registro “A Mart’nália é a África”. Lá, a artista sente-se em casa, cercada pelo afeto das pessoas nas ruas, que às vezes a chamam de Mart’nália da Vila , numa referência carinhosa ao seu projenitor, que abriu os caminhos que ela hoje faz questão de percorrer.
As relações do Brasil com o continente africano são antigas, apesar de nem sempre felizes, mas fundamentais na formação da identidade do povo brasileiro. A miscigenação ocorrida no Brasil é um modelo de tolerância e fraternidade que se traduz no espírito do seu povo, nas suas artes, na sua cultura, ao contrário dos países em que as etnias convivem, mas não se misturam. Para Mart’nália, a aproximação com a África é um processo natural, há um mundo de experiências a serem vividas.

Ingressos:
Primeiro lote: R$ 30,00
Segundo lote: R$ 35,00
Terceiro lote: R$ 40,00
Na hora: a definir
Pontos de venda:
Lojas Trópico: Shoppings Iguatemi, Praia de Belas, Moinhos, Total, BarraShopping Sul, Bourbon Ipiranga, Canoas Shopping e Bourbon São Leopoldo e no site do Opinião.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ONG afro quer multa para São Paulo Fashion Week

Organização em defesa da causa negra diz que evento não cumpriu cota mínima de afrodescendentes

A ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes) afirmou que entrará com representação no Ministério Público pedindo a aplicação de multa a grifes e à organização do São Paulo Fashion Week pelo não cumprimento da cota de 10% de modelos negros. Segundo a ONG, o descumprimento da norma “geraria multa de R$ 250 mil por grife e para os organizadores”, valor que seria revertido em bolsas de estudo para negros em cursos de modelo.
Um ato de protesto em favor do aumento para 20% na participação de modelos negros nos desfiles foi realizado na última segunda-feira (13) pela mesma ONG, durante a abertura do evento de moda paulista. Em seu site, a Educafro classificou como inaceitável a preponderância por modelos de cor branca, que constituem, segundo eles, uma "padronização europeia" nos desfiles de moda no Brasil.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Exposição retrata histórias de luta do povo negro

Divulgar histórias de luta e conquista dos negros pelos direitos humanos na Capital é o objetivo da exposição itinerante Vidhas. Na quarta-feira, 8, o prefeito José Fortunati participou do lançamento do projeto, que será levado às escolas da rede municipal de ensino. A solenidade ocorreu no Salão Nobre do Paço Municipal. (fotos)
A exposição é composta por 22 banners que valorizam a participação do negro na história de Porto Alegre. O projeto itinerante foi idealizado pelo Memória Carris, departamento de história da companhia. A Fundação Banco do Brasi entregou à secretária de Educação, Cleci Jurach, um kit sobre João Cândido (líder da
Revolta da Chibata). O material será enviado às escolas da rede municipal. O tempo de permanência da exposição em cada instituição é de uma semana.
“Impossível avançarmos em relação aos movimentos sociais sem olharmos para o passado, que é rico de exemplos e experiências de lutas e avanços, que contribuíram para mudanças importantes à humanidade”, destacou o prefeito Fortunati. O coordenador do Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro, Clóvis André Silva da Silva, elogiou a sensibilidade da iniciativa e ressaltou que, segundo o último censo do IBGE, Porto Alegre possui 20,6% de negros autodeclarados, mais de 5% em relação aos últimos 10 anos.
Exposição Vidhas - O lado contemporâneo da exposição ilustra a ocupação e a busca pela legitimação dos quilombos urbanos da Capital. No primeiro momento a mostra percorrerá 34 escolas (20 municipais, sete estaduais e sete privadas). Escolas interessadas devem entrar em contato por telefone (51) 3289-2168 ou e-mail (memoria@carris.com.br).

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Luiza Bairros: A pobreza e a cor da pobreza

Os negros têm a oferecer suas estratégias de resistência ao racismo, que, desde o período colonial, interpôs obstáculos à afirmação da humanidade.
Em “Leite Derramado”, mais recente romance de Chico Buarque, há um personagem que, ao se referir com ironia ao radicalismo de seu avô abolicionista, afirma que ele “queria mandar todos os pretos brasileiros de volta para a África”. Nessa visão, abolicionismo radical equivalia a se livrar dos negros. De todo modo, após 1888, as elites brasileiras irão se comportar como se os libertos, que as serviram por quase quatro séculos, não estivessem mais aqui. Mas estavam, e por sua própria conta.
No início do século 20, eram freqüentes os prognósticos sobre o desaparecimento da população negra, que supostamente não sobreviveria ao século.
Ao mesmo tempo em que se criticavam as soluções de laboratório defendidas pelo ideário eugenista, em voga aqui e em muitos países, também se apostava no embranquecimento via miscigenação.
Mais tarde, ao se debruçar sobre os resultados do Censo de 1940, Guerreiro Ramos considerou “patológico” o desequilíbrio nas respostas ao quesito cor, tendentes, em sua esmagadora maioria, a sobrevalorizar a cor branca.
Na contramão dessa tendência, os dados censitários de 2010, há pouco divulgados, confirmam o que já se delineava no Censo de 2001: iniciativas de valorização da identidade, com origem nos movimentos negros e hoje em processo de institucionalização, asseguraram a maioria negra em uma população que ultrapassa 190 milhões de brasileiros.
Nesse longo percurso de afirmação, as mudanças não se limitaram a uma percepção de si mais positiva, exclusiva dos afro-brasileiros.
A consciência negra avançou em conexão íntima com a consciência social como um todo. Não se trata, portanto, da mera substituição de um segmento populacional dominante por outro, mas do reconhecimento de que os valores do pluralismo ajudam em muito a consolidar nosso processo democrático.

Contudo, ainda persistem dificuldades a serem enfrentadas.
Hoje, temos uma sólida base de dados, que mostra reiteradamente que mulheres e homens negros estão entre os brasileiros mais vulneráveis, numa proporção muito maior do que sua presença relativa na população total.
Por isso, a priorização da erradicação da pobreza extrema pelo governo da presidenta Dilma abre possibilidades inéditas de abordar rica e diversificada experiência humana, que ainda precisa ser considerada em toda a sua amplitude.
O sucesso das iniciativas de combate à pobreza extrema requer a reversão de imagens negativas, a superação de práticas discriminatórias e o redimensionamento dos valores de cultura e civilização que, afinal, contra todas as expectativas, garantiram a continuidade dos descendentes de africanos no país.
Quando o assunto é superação da pobreza extrema, é justo supor que os negros tenham algo a dizer.
Segmentos empobrecidos de outros grupos raciais também o terão, é certo. Mas os negros têm a oferecer suas estratégias de resistência ao racismo, que, desde o período colonial, interpôs obstáculos ideológicos e culturais à afirmação plena de sua humanidade -a base das desigualdades de renda e de oportunidades que ainda vivenciam.
Assim, no atendimento a direitos básicos que articulam renda, acesso a serviços e inclusão produtiva, é preciso tornar visíveis e valorizar dimensões da pessoa e do universo afro-brasileiro que desempenham papel decisivo na conquista da autonomia. Todos somos humanos, e a resistência aos processos desumanizadores do racismo é, de longe, a maior contribuição dos negros à cultura brasileira.

*LUIZA BAIRROS é ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Homem branco descobre que é negro

Michael Sidney Fosberg cresceu em uma família da classe trabalhadora branca de Chicago. Ele sempre se sentiu diferente. Embora ele não soubesse porque. Os seus irmãos, nascidos da relação de sua com e seu padrasto, tinham cabelos crespos. Ele não. "Eu sempre senti que eu não me encaixava. Eu não podia fazer nada com o meu cabelo. Eu tinha um "black" na High School", disse. "Eu podia perguntar para minha mãe, 'De onde meu cabelo crespo veio?’ Um dia ela se encheu das minhas perguntas e disse, 'Seu bisavó tinha o cabelo como o seu.
Eventualmente, Fosberg descobriu o segredo que sua mãe, guardou por mais de 32 anos. Seu pai era negro, de pele bem clara. "Ela tinha 20 anos quando eu nasci. Meu pai era bem claro, mas negro. A família da minha mãe queria que ela se casasse com alguém da confiança deles. Como ela estava com um homem negro e grávida, eles deserdaram ela e não conversaram com ela por um longo período", disse Forberg, que contará detalhes em seu livro: An American Odyssey of Race and Self Discovery (Uma Odisséia americana sobre raça e auto-conhecimento).
"Por toda a minha vida eu senti uma conexão com os afro americanos e sua cultura, mas não sabia explicar o porque", diz Fosberg. Ele descobriu também uma rica herança, incluindo um tataravô que foi membro da Infantaria de Massachusetts, outro parente que foi parte das Ligas negras e seu bisavô, Dr. Roy A. Woods, um ex integrante do departamento de física da Universidade Estadual de Norfolk, que empresta seu nome ao prédio de ciências da mesma universidade.
Fosberg agora usa sua experiência para ensinar outros como confrontar seus próprios pensamentos sobre raça, seu livro é a autobiografia de um homem, que revela sua jornada pela descoberta de seu pai e suas raízes.


Mais informações sobre Fosberg e seu livro: www.incognitoheplay.com

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Liberdade física e espiritual - Duas datas, dois focos

O 13 de maio é mesmo uma data a ser comemorada?

Em 13 de maio de 2008, comemoram-se os 120 anos da assinatura da lei Áurea pela princesa Isabel, que ocupava então a Regência do Império do Brasil, em virtude de um tratamento de saúde que seu pai, o imperador dom Pedro 2º, realizava na Europa.

História
A data está um pouco desprestigiada desde a década de 1970, quando os movimentos negros brasileiros resolveram instituir um dia da consciência negra para ressaltar o papel dos próprios negros no processo de sua emancipação. Assim, o dia 20 de novembro, que relembra a execução de Zumbi, seria um contraponto ao 13 de maio.
De acordo com essa perspectiva, o 13 de maio seria uma data que representaria a abolição como um ato de "generosidade" da elite branca e transformaria a princesa na personagem principal da libertação dos escravos. Ao contrário, o 20 de novembro, homenageando Zumbi e o quilombo de Palmares, seria um símbolo da resistência e da combatividade dos negros, que, de fato, não aceitaram passivamente a escravidão.
Aos poucos, o dia nacional da consciência negra ganhou prestígio, até ser incluído no calendário escolar brasileiro, pelo artigo 79-B, da lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que incluiu no currículo escolar a obrigatoriedade da temática "história e cultura afro-brasileira". Tornou-se também, segundo a Agência Brasil, um feriado em 225 municípios brasileiros, inclusive São Paulo, a maior metrópole do país.

Comemorar o 13 de maio
A questão que se pode levantar a partir disso é: há ou não motivos para a comemoração do 13 de maio? A efeméride tem, sim, seu valor histórico. Ela comemora a vitória do movimento abolicionista e do parlamento brasileiro. A campanha abolicionista, um dos maiores movimentos cívicos da história do Brasil, ao lado da campanha pelas Diretas Já, atingiu o êxito no exato momento que a princesa Isabel assinou a célebre lei.
Por outro lado, é importante ter em mente que a história trata de fatos do passado, mas as interpretações desses fatos dependem da época em que elas são feitas. O significado dos fatos, portanto, varia de acordo com as gerações de historiadores que se debruçam sobre eles e, também, segundo a ideologia que está por trás de suas interpretações.
Assim, o que se valoriza numa determinada época, pode simplesmente ser considerado menos importante ou até se pôr de lado numa ocasião posterior. Um outro exemplo da história ajuda a esclarecer a questão: a comemoração de 21 de abril, que relembra o martírio de Tiradentes só passou a existir após a Independência do Brasil. Enquanto éramos colônia portuguesa, Tiradentes não era considerado um herói, muito pelo contrário.

Depois da abolição
Enfim, a lei Áurea serviu para libertar 700 mil escravos que ainda existiam no Brasil em 1888 e proibir a escravidão no país. Independentemente disso, não se pode deixar de reconhecer que a abolição não resolveu diversas questões essenciais acerca da inclusão dos negros libertos na sociedade brasileira. Depois da lei Áurea, o Estado brasileiro não tomou medidas que favorecessem sua integração social, abandonando-os à própria sorte.
Essa dívida social, porém, não pode ser imputada somente à princesa Isabel e à monarquia. A situação social dos negros não melhorou com a República. Sobre isso, o Estado só veio a se pronunciar com mais veemência no ano 2003, com a instituição da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que tem desenvolvido projetos visando a inclusão social do negro.
Apesar disso, as estatísticas do IBGE ainda registram grande desigualdade em relação a negros e brancos. Alguns exemplos referentes à educação são bastante significativos. Os dados mais recentes apontam a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos de idade ou mais: 8,3% de brancos e 21% de negros.
A média de anos de estudo das pessoas com 10 anos de idade ou mais é de quase seis anos para os brancos e cerca de três e meio para negros. Enquanto 22,7% dos brancos com 18 anos ou mais concluíram o ensino médio, somente o fizeram 13% dos negros.

Foco espiritual - Sexta-feira 13
A origem do medo dessa data
Neste mês de maio, temos uma sexta-feira 13. Fato que é visto por muitos como um sinal de má sorte. Versões de estudiosos dão conta de histórias que teriam contribuído para que esse mito se espalhasse. Uma delas é a associação deste dia da semana, em que Jesus Cristo foi crucificado (sexta-feira), com o 13 – o número de membros da Santa Ceia (Ele e os 12 apóstolos), entre eles, Judas Iscariotes, o traidor.
Há quem diga, ainda, que Jesus Cristo provavelmente foi morto em uma sexta-feira 13, uma vez que no calendário hebraico a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan. Lendas da antiguidade também teriam alimentado o medo em torno dessa data, por conta da crença de que as bruxas andavam soltas às sextas-feiras, e que o 13, para elas, era um sinal de sorte, por ser esse o total de mudanças da lua durante o ano.
Superstições desse tipo, muitas vezes, atrapalham a vida das pessoas. Não são poucos os que deixam de tomar certas atitudes em uma sexta-feira 13, ou mesmo os que evitam lugares em que tal numeral esteja presente, como em CEPs e números de residências e até andares de edifícios, por exemplo.
Esta maneira de pensar, no entanto, é totalmente contrária à razão, que analisa as relações das causas imediatas e tenta descobrir as leis naturais que regem as coisas. Por falta de conhecimento dos motivos e efeitos de determinados fenômenos científicos, muita gente atribui a determinados comportamentos explicações sem sentido racional e, portanto, falsos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Situação dos negros no Brasil

Dados da UFRJ apontam que afrodescendentes tem menos acesso à Previdência e consequentemente menor sobrevida. A segunda edição do relatório anual das Desigualdades Raciais no Brasil, foi publicado hoje, 19 de abril, pelo LASER – Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais, órgão da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), dados alarmantes sobre a condição de vida dos afrodescendentes brasileiros através de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Segundo a pesquisa, afrodescendentes tem menos acesso à Previdência Social e conseqüentemente menor esperança de sobrevida no país. Nos dados referentes a 2008, 44,7% dos auto declarados pretos ou pardos não estavam protegidos pela Previdência Social. Entre os auto declarados brancos, esse índice caiu para 34,5% (mulheres são mais afetadas do que os homens). Em todo o país, a expectativa de vida dos afrodescendentes de ambos os sexos era de 67,03 anos. Entre os auto declarados brancos, esse número subiu para 73,13 anos.
Os dados do relatório apontam programas governamentais de transferências de rendimento, como o Bolsa Família, como os principais responsáveis pela redução nas desigualdades sociais, sendo 24% das famílias chefiadas por afrodescendentes (7,3 milhões) cadastradas no programa do governo federal.
Em relação ao analfabetismo, segundo o relatório, existe um atraso no país no processo de alfabetização de crianças e jovens afrodescendentes. Ao longo de todas as faixas da população em idade escolar, a taxa de analfabetismo registrada entre pretos e pardos é maior do que o dobro da apresentada pelos brancos.
Números do relatório apontam que, em 2008, 6,8 milhões de pessoas em todo país que frequentavam ou tinham frequentado a escola permaneciam analfabetos, sendo os afrodescendentes 71,6% do total. Nem metade das crianças negras e pardas, entre os 11 e os 14 anos, estudava na série esperada, e 84,5% das crianças afrodescendentes de até três anos não frequentavam creches.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Novidades!

Olá pessoal,

Estava ausente durante alguns dias, mas voltei com toda força e a partir de hoje o Blog Negro na Mídia RS estará com muitas novidades! Notícias atualizadas e informações exclusivas do mundo afro!

Aguardem!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Seminário discute a Saúde Integral da População Negra


O encontro tem como sede o Plenarinho da Câmara de Vereadores no dia 24

A Prefeitura, através da Assessoria de Políticas Públicas para o Negro (APPN), Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Conselho Municipal de Saúde (CMS), realiza na quinta-feira (24/03) o Seminário de Saúde Integral da População Negra, no Plenarinho da Câmara de Vereadores de Gravataí. O titular da APPN, Jairo Santerra, frisa que o objetivo deste encontro é garantir maior grau de equidade no que tange à efetivação do direito humano à saúde, em seus aspectos de promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças e agravos transmissíveis e não-transmissíveis, incluindo aqueles de maior prevalência na população negra.
“A construção da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra está fundamentada nas evidências das imensas desigualdades em saúde dessa população e expressa o compromisso da administração municipal com a diminuição destas desigualdades”, reforça. Segundo o assessor, esta política foi instituída através da Portaria do Ministério da Saúde de nº 992, de 13 de maio de 2009.
“O objetivo deste encontro é construir no município em conjunto com os demais gestores públicos, um programa especifico de políticas públicas de atenção integral a saúde da população negra”. Segundo Santerra, também é necessário dar visibilidade ao tema, alertando para as doenças referidas.
“Estamos articulando ações conjuntas entre os governos municipal, estadual e federal para atender esta população”, enfatiza.

Doenças especificas

Anemia falciforme, aneurisma da aorta, câncer de próstata, diabetes, hipertensão, glaucoma e miomas têm sido bastante discutidos na área médica. A população negra têm fatores adicionais de risco que os tornam mais propensos às doenças cardíacas, insuficiência renal e morte súbita, bem como a pressão alta, que geralmente é mais intensa.

Programação

Data: 24/03/2011
Horário 13h - Inscrições
13:30h - Abertura (APPN, Entidades e Autoridades)
14h – 15h - A população negra no Brasil e a luta pela cidadania
Palestrantes: - Stênio Rodriges (Conselho Estadual da Saúde (CMS) – MS)
- Babadiba de Iemanjá/ Babalorixá – Renafro (Rede Nacional de Religião Afro e Saúde)
Moderador: - Vladimir Duarte (Comissão de Etnias – CMS)
15h – 16h - A terapêutica da fé como determinante da saúde da população negra.
Palestrantes: - Fátima Rodrigues (Africaxé)
- Joice Baldez - CONCAUGRA (Federação Brasileira das Religiões Afro e Umbanda)
- Pastor Elcy Costa- Igreja Luterana do Brasil
- Frei Orestes Serra – Igreja Católica
Moderador: Jairo Santerra – Assessor de Políticas Públicas para o Negro )APPN)
16h – 16:30h – Acesso a serviços de saúde e morbidade da população Negra – Um cenário com necessidade de mudança.
Palestrantes: - Maria Cristina Berleze Secretaria Municipal de Saúde (SMS)
- Tatiane Cristina da Silva Centro de Ações Coletivas (CEAC)
Moderador: Jairo Santerra (APPN)
16:30h– 17:30h – Espaço para Discussões
17:30h – Apresentações artísticas do movimento negro Grupo: Africaxé Hip-Hop e Capoeira

Assessoria do Negro

Fone: (51) 4001.3719

domingo, 20 de março de 2011

APPN promove Seminário sobre o Estatuto da Igualdade Racial na segunda-feira (21/03)


Evento ocorre no Plenário da Câmara de Vereadores de Gravataí/RS

A Prefeitura, através da Assessoria de Políticas Públicas para o Negro (APPN), juntamente com a 28ª Coordenadoria Regional de Educação realizam na próxima segunda-feira (21/03), o Seminário sobre o Estatuto da Igualdade Racial. O evento ocorre a partir das 8:30h no Plenário da Câmara de Vereadores, avenida José Loureiro da Silva, 2597. A atividade que ocorre no Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial tem como tema a Lei Federal nº 12.288, de 20 de julho de 2010, que institui o Estatuto.
O Seminário é aberto para a participação de todas as entidades e a comunidade em geral de Gravataí. O cadastramento inicia as 8:30h, seguido da abertura oficial, com mesa composta por Edílson Nabarro, Secretário de Assistência Estudantil da UFRGS, Paula Vargas, presidente da OAB-Gravataí, Ataídes da Costa, procurador geral do Município e Jorge Floriano, representante do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos da Procuradoria Geral da Justiça.
O evento continua no período da tarde, com painel sobre a educação, debates e apresentações, encerrando-se às 16:30h com a Escola de Samba Acadêmicos de Gravataí – projeto Acadêmicos do Futuro. Entre as demais atividades que ocorrem durante todo o dia estão a exposição da CONCAUGRA (Federação Brasileira das Religiões Afro e Umbanda), oficina de beleza Afro com o grupo cultural Africaxé, apresentação do histórico do clube social negro de Gravataí Associação Seis de Maio e da Liga Gravataiense de Capoeira.
Conforme o assessor da APPN, Jairo Santerra, o seminário abordará a temática educativa e cultural, buscando construir a igualdade racial. “Estaremos apresentando a importância da cultura afro-brasileira e africana no currículo escolar”, comenta Santerra.

Assessoria do Negro

Fone: (51) 4001.3719

sábado, 19 de março de 2011

SEPPIR lança campanha do Ano Internacional dos Afrodescendentes

A Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) lança na segunda-feira (21/03), em Brasília, a campanha brasileira do Ano Internacional dos Afrodescendentes - 2011. A homenagem aos povos africanos e seus descendentes, aprovada pela Assembleia-Geral da ONU, é um reconhecimento de suas contribuições culturais e econômicas em todo o mundo e da necessidade de combater as persistentes desigualdades raciais.
O lançamento da campanha marca também os oito anos de criação da Seppir e o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial - 21 de março, que lembra as vítimas do massacre de Shapeville, na África do Sul, mortas enquanto realizavam um protesto pacífico contra o regime de segregação racial.

Programação
No ato de lançamento da campanha serão feitas também a entrega de prêmios e homenagens. Dezesseis escolas e secretarias da Educação receberão o Selo da Educação para a Igualdade Racial, por terem se destacado na implantação das diretrizes nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana, em sintonia com a Lei nº 10.639 e o Estatuto da Igualdade Racial. Veja aqui a lista completa!
A programação inclui ainda, homenagens à professora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, primeira mulher negra a ter assento no Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação (CNE/MEC), pelos relevantes serviços prestados ao país. Serão premiadas também as crianças vencedoras do concurso cultural As Cores do Saber, realizado em parceria pela Petrobras e Seppir. A Petrobras assinará dois protocolos de intenções para a promoção da equidade racial.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Começa a venda de ingressos para show de Milton Nascimento em Porto Alegre

Apresentação encerra o projeto 24h de Cultura, que levará 42 espetáculos à Capital no final de semana


Começaram as vendas de ingressos para o show de Milton Nascimento em Porto Alegre, que será realizado no próximo domingo, dia 20, às 20h. Com preços que variam entre R$ 20 e R$ 30, as entradas podem ser adquiridas nas bilheterias do shopping Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80 – 2º andar) das 14h às 22h.
A apresentação encerra o projeto 24h de Cultura, que neste final de semana levará 42 espetáculos culturais gratuitos a 14 pontos de Porto Alegre para celebrar seus 239 anos.
O show será a primeira oportunidade de conferir Milton Nascimento cantando as músicas de seu último cd “...E a Gente Sonhando” no palco. Ele estará acompanhado do cantor pelotense Vitor Ramil na música Estrela, Estrela, que é a quinta faixa das 16 do novo cd.

O repertório do disco
A faixa-título do disco foi a segunda canção completa, com música e letra, que Milton escreveu, e data do início dos anos 1960. Milton conta que essa música lhe pareceu adequada para fazer a ponte entre o menino que ele foi e os jovens músicos que ele apresenta nesse trabalho. Desses novos músicos, gravou "Olhos do Mundo" (Marco Elízeo/Heitor Branquinho), "Eu, Pescador" (Clayton Prosperi/Haroldo Jr) e "Do Samba, do Jazz, do Menino e do Bueiro" (Ismael Tiso Jr/Miller Rabello de Brito).
Parcerias suas com Fernando Brant são "Me Faz Bem", gravada por Gal Costa em 1987, "Espelho de Nós", lançada por Simone em 1989, e "O Ateneu", que integrou trilha sonora de espetáculo teatral homônimo, baseado no clássico livro de Raul Pompeia. Com o mineiro Flavio Henrique, Milton compôs "Amor do Céu, Amor do Mar", com letra que cita Elis Regina, uma de suas grandes intérpretes. Com Pedrinho do Cavaco, fez "Gota de Primavera". E, sozinho, escreveu "Sorriso".
Milton faz também interpretações para "Estrela Estrela" (Vitor Ramil), "Flor de Ingazeira", (João Bosco e Francisco Bosco), "Resposta ao Tempo", (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), "Raras Maneiras" (Tunai e Marcio Borges), "Adivinha o Quê" (Lulu Santos) e "O Sol" (Antonio Júlio Nastácia).
Os arranjos do álbum ficaram sob os cuidados de Milton, do violonista Marco Elízeo e de Wagner Tiso. Parceiro clássico de Milton, Tiso toca piano em 11 das 16 faixas. Além da turma de Três Pontas, também estão na ficha técnica de "...E a Gente Sonhando" grandes músicos como Vittor Santos (trombone), Nelson Oliveira (trompete), Widor Santiago (saxofone) e Lincoln e Ricardo Cheib (bateria e percussão).

Fonte: Jornal Correio de Povo

terça-feira, 1 de março de 2011

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO CULTURAL

Dirigido aos Conselheiros Municipais de Cultura de Porto Alegre e produtores e agentes culturais da cidade.

PROMOÇÃO: Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre, Quixote Art e Eventos e Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.

APOIO: Câmara de Vereadores de Porto Alegre
Instrutor: Marcelo Miguel
Carga horária total: 12 horas/aula
Data:15 a 17 de março de 2011
Horário: das 19 horas às 23 horas
Local: Câmara de Vereadores de Porto Alegre
Plenário Ana Terra – 2º andar, Avenida Loureiro da Silva, 255

O Curso de Capacitação em Gestão Cultural promovido pelo Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre, Quixote Art & Eventos, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, com apoio da Câmara de Vereadores de Porto Alegre está com inscrições abertas com carga horária total de 12 horas/aula.
Informações e Inscrições abertas até 11 de março de 2011:

1.Via internet:
- Email:guimaraes@guimaraes.cim.br – fone: 51.3026.6777 e 9987.5880
com Paulo Guimarães ou: – descentralização_smc.izabel@hotmail.com – fone: 51.96665056, com Izabel

2.Pessoalmente:
- Secretaria Municipal de Cultura - Casa Torelly, Av.Independência, 453 – Moinhos de Vento
Das 10 às 12 horas- com Sérgio e das 14 às 17 horas, com Merllin

Observação: tanto as inscrições por internet como as inscrições na SMC, são gratuitas e receberão um número que será fornecido imediatamente, após a inscrição ser processada, via email, ou, no ato, mediante recibo, se for feita pessoalmente.

1- O CURSO
O objetivo deste Curso de Capacitação em Gestão Cultural é auxiliar na formação e na capacitação de produtores e agentes culturais, sendo indicado tanto para iniciantes como para aqueles que já atuam no desenvolvimento de programas e projetos culturais.
O conteúdo programático deste curso foi elaborado para auxiliar produtores culturais e gestores públicos e privados no planejamento e na formatação de projetos culturais, para todos as áreas e segmentos culturais, bem como, para auxiliar no processo de gestão e gerenciamento de programas, projetos e ações culturais diversas.

2 – O FOCO
O Curso de Gestão Cultural terá como foco o uso da Lei Federal de Incentivo à Cultura (a chamada Lei Rouanet), buscando instruir e orientar seus alunos no uso deste instrumento de incentivo, mas também apresentando outras formas e modalidades para a gestão e a execução de projetos. Ainda, dentro da programação do curso, serão abordadas técnicas para o desenvolvimento do planejamento e a formatação de projetos culturais, noções gerais de captação de recursos, programas diversos mantidos pelo governo federal para o setor cultural, noções gerais de políticas públicas para a cultura.
Ainda será abordado durante o curso noções gerais para organização de eventos, o planejamento de comunicação e assessoria de imprensa para projetos culturais, bem como, questões ligadas ao Patrimônio Cultural Material e Imaterial e a gestão de projetos de Acervos e Museus.

3 – QUEM MINISTRA
Desde o ano de 2003 a Quixote Art & Eventos promove seus cursos e treinamentos na área de Gestão Cultural, tendo atendido até os dias de hoje quase 7 mil alunos em cursos realizados em mais de 78 cidades em 09 diferentes estados brasileiros.

4- A QUEM SE DIRIGE ESTE CURSO
Este Curso é destinado aos Conselheiros Municipais de Cultura de Porto Alegre, agentes e produtores culturais assim como gestores públicos e privados ligados ao setor cultural, integrantes de entidades do terceiro setor, artistas, produtores culturais, estudantes, pesquisadores e profissionais ligados ao setor da comunicação, artes, turismo, profissionais de marketing, pequenos e médios empresários ligados a indústria gráfica, artesanato, produção de eventos, às artes cênicas, produtores musicais, museólogos, agentes e gestores culturais de toda natureza.

5- INVESTIMENTO
O curso é gratuito

6- MATERIAL DO CURSO
a - Apostila completa com os temas abordados no curso;
b - 01 (um) CD contendo textos de apoio, legislação cultural, formulários de leis de incentivo, vídeos e resumos das aulas em arquivos power point;
c.. Certificado de participação para os alunos que participarem das doze horas de aula presencialmente;

Vagas limitadas

Com emissão de certificado para todos que tiverem 100% de presença.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Prefeitura realiza 1º Fórum do Povo Negro

Fortunati sugere políticas mais fortes em favor do negro


O 1º Fórum Municipal do Povo Negro foi aberto na manhã da última quinta-feira, 24, no Plenário Ana Terra da Câmara Municipal. O fórum é o instrumento que viabiliza a eleição do Conselho Municipal dos Direitos do Povo Negro, tornando-se a instância máxima deste conselho, de acordo com a Lei 655, de 6 de dezembro de 2010. O evento tem como objetivo a eleição dos membros não-governamentais do conselho e a aprovação do regimento interno.
Na ocasião, o prefeito José Fortunati salientou o alto nível de tolerância existente na Capital dos gaúchos, mas destacou a necessidade de implementar políticas mais contundentes. "Temos que respeitar as diferenças e combater as desigualdades de forma plural, numa relação mais forte com a comunidade e o conselho do povo negro, possibilitando essa construção com a sociedade civil organizada", disse.
O coordenador do Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro, Clóvis André Silva da Silva, destacou a importância de políticas públicas permanentes para a igualdade social. "É um momento emblemático das políticas públicas para o povo negro de Porto Alegre, que representa 20% da população. Queremos qualificar ações e diminuir as diferenças", destacou.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Caminhada Turística de Verão visitará Território Negro em Porto Alegre

Ginásio Tesourinha será um dos locais
visitados

Neste sábado, 26, a quarta e última edição da Caminhada Turística oferecerá um roteiro diferenciado que objetiva resgatar a memória de personalidades da cultura negra na capital.
A caminhada iniciará às 10h com duração média de duas horas, período em que os participantes serão orientados por Peterson Brum, guia de turismo da SMTUR e Pedro Rubens Ferreira Vargas , bacharel em história e especialista em Museologia (PUCRS) e Patrimônio Cultural e Centros Urbanos (Ufrgs) que fornecerão informações sobre curiosidades históricas, atrativos turísticos, patrimônio cultural e ambiental da cidade, personalidades, prédios, monumentos, áreas verdes e equipamentos culturais aos participantes.
Com saída às 10h da sede da SMTUR (Travessa do Carmo, 84, Cidade Baixa), a Caminhada Turística de Verão percorrerá o trajeto que passará pelo Lago Zumbi dos Palmares (líder da resistência negra conhecida por Quilombo dos Palmares), Museu Joaquim José Felizardo (historiador e criador da Secretaria de Cultura), Ginásio de Esportes Osmar Fortes Barcelos( conhecido como Tesourinha, foi o primeiro jogador negro a vestir o uniforme do Grêmio Football Clube em 1952), seguindo até o Centro Municipal de Cultura e Lazer Lupicínio Rodrigues (cantor e compositor de samba na década de 50 e que residiu no bairro Cidade Baixa).
Organizada pelas Secretarias Municipais de Turismo (SMTUR), Planejamento (SPM) e Cultura(SMC), a Caminhada Turística de Verão terá parceria do Programa Viva o Centro e Gabinete da Primeira-Dama.
As inscrições poderão ser feitas pelo telefone (51) 3333-1873 ou através do e-mail vivaocentroape@gmail.com.
O ingresso será a doação preferencial de um quilo de feijão, arroz, farinha ou óleo de cozinha, a ser entregue no local de saída de cada roteiro. As doações serão encaminhadas a instituições assistenciais conveniadas ao município. Em caso de chuva o passeio será cancelado.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre